quinta-feira, 29 de maio de 2014

PERNAMBUCANO ARRETADO: RIVALDO


Rivaldo Vítor Borba Ferreira nasceu em Paulista no dia 19 de Abril de 1972, é um ex-futebolista brasileiro que jogava como meia.
É considerado um excepcional meia da recente história do futebol mundial. Foi ídolo no Barcelona, onde seus gols fizeram com que fosse eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA em 1999, sendo decisivo para seleção brasileira conquistar seu quinto título mundial na competição disputada na Coreia do Sul e no Japão.
Rivaldo está no All-Star Team da FIFA da Copa do Mundo de 1998 e 2002 (seleção dos melhores jogadores eleitos pela FIFA ao final de cada copa do mundo).
Teve passagens vitoriosas pelo Palmeiras, clube onde foi campeão brasileiro em 1994 e virou ídolo da torcida, pelo La Coruña e pelo Barcelona, onde foi campeão espanhol em 1998 e 1999, entrando para a lista dos maiores jogadores da história da equipe. Jogou também no Santa Cruz, Mogi Mirim,Corinthians, Milan, Cruzeiro, Olympiakos, AEK Atenas,Bunyodkor, São Paulo, Kabuscorp, São Caetano e Mogi Mirim
Além de jogador, Rivaldo, que foi lembrando por Pelé em sua lista dos 125 maiores jogadores vivos do mundo, também é o atual presidente do Mogi Mirim, clube do interior paulista.
Rivaldo assinou contrato profissional com o Santa Cruz aos dezenove anos, em 1991, depois de ter impressionado olheiros locais em um torneio pelo Paulistano, de sua cidade natal. Ainda como Juvenil chegou a participar de algumas partidas no Campeonato Pernambucano de 1990 (marcando um gol), ajudando o Santa Cruz a conquistar o título. Após destacar-se com o Santa na Copa São Paulo de Juniores, em 1992 foi trocado por cinco jogadores com o Mogi Mirim e nem voltou a Pernambuco após o torneio. Foi para o clube do interior paulista juntamente com os colegas Válber e Leto.
No Sapão, participou com eles da conquista da Série A2 do Campeonato Paulista, na equipe que ficou conhecida como "Carrossel Caipira" e  e que continha também o zagueiro Capone. Mesmo ali, Rivaldo não era considerado a maior promessa, e sim Válber, embora já ali demonstrasse habilidade no então incomum posicionamento misto de meia e atacante.


Em meados de 1993, em que Rivaldo foi notícia também por um gol do meio de campo, o Corinthians conseguiu o empréstimo dele  e de outros jogadores-chave do Mogi: Válber, Leto e o ala Admílson.
No Corinthians foi mal no Rio-São Paulo de 1993, perdendo para um Palmeiras mesclado de reservas, e foi mal no Paulista também. No Brasileiro, contudo, Rivaldo não desapontou marcando onze gols no e ganhando a Bola de Prata da Placar como um dos melhores atacantes. Em dezembro daquele mesmo ano, marcaria o gol da vitória em amistoso contra o México em sua estreia pela Seleção Brasileira.
Tinha grandes chances de integrar o plantel convocado por Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo de 1994. Entretanto, não foi bem no Paulistão daquele ano; não rendeu tanto no esquema do técnico Mário Sérgio, que lhe exigia muita marcação.  O Corinthians acabou desistindo de contratá-lo em definitivo, após não conseguir reduzir seu preço. O Palmeiras, em parceria com a patrocinadora Parmalat, resolveu apostar nele e desembolsou 2,4 milhões de reais ao Mogi para tê-lo.
Chegou ao arquirrival para as disputas do Brasileirão daquele ano, já após a Copa, e viveu grande fase, tendo sido vice-artilheiro do campeonato, com catorze gols e o grande maestro da conquista do quarto título palmeirense no torneio. De quebra, vingou-se de seu ex-clube, contra quem a final foi disputada: marcou dois gols na vitória por 3 x 1, no primeiro jogo e, na volta, fez o gol de empate por 1 a 1 a dez minutos do fim, acabando com as esperanças alvinegras de esboçar alguma reação. Agora como palmeirense, recebeu nova Bola de Prata seguida, desta vez como um dos melhores meias.
Ainda no Palmeiras ganhou o Campeonato Paulista de Futebol de 1996, onde o time teve o melhor poder ofensivo da história da competição, ultrapassando 100 gols. Participaria naquele ano das Olimpíadas de Atlanta como um dos três jogadores acima de 23 anos do elenco brasileiro, que ganharia a medalha de bronze. Acabaria como um dos crucificados na derrota nas semifinais para a Nigéria por ter errado o passe que resultou no gol de ouro que deu a vitória aos africanos na prorrogação, e com isso ficou um ano sem defender a Seleção.


Rivaldo tinha ido aos Jogos Olímpicos já como jogador do Desportivo, para onde foi vendido após o título paulista. Chegou ao time da Galícia com a missão de substituir o ídolo local Bebeto, que fora para o Flamengo. Teve uma ótima temporada, fazendo 21 gols, que ajudaram a conduzir o "Depor" ao terceiro lugar do campeonato espanhol.
Uma temporada depois, Rivaldo já era jogador Barcelona, chegando ao clube catalão para substituir desta vez ninguém menos que Ronaldo, que se transferira para a Internazionale.1 Os quase trinta milhões de dólares que o "Barça" pagou por ele seriam bem recompensados, com Rivaldo ganhando no clube o que seu "antecessor" não conseguira, o título da Liga Espanhola, que voltava aos blaugranas após três anos. Faturou ainda a Copa do Rei.
Voltou à Seleção Brasileira para as disputas da Copa das Confederações de 1997. Finalmente, no ano seguinte, iria para uma Copa. No mundial da França, teve grande desempenho, marcando três gols, pouco podendo fazer na derrota ante aos anfitriões franceses na final. No ano seguinte, ganhando na temporada comemorativa do centenário do Barça seu segundo título na Liga Espanhola pelo clube, Rivaldo foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA e também ganhou a Bola de Ouro da revista France Football. Em 1999 também ganhou a Copa América pelo Brasil.
Desde então, passou a ter uma má-fase na Seleção, foi o culpado pela eliminação nas Olimpíadas, sendo comum alvo de críticas. Entretanto, na Copa de 2002, Rivaldo foi um dos responsáveis por liderar o Brasil rumo ao pentacampeonato.
Continuou decisivo nos mata-matas, marcando o primeiro gol da vitória por 2 a 0 nas oitavas-de-final, no duro jogo contra a Bélgica. Também foi seu o gol de empate contra a favorita Inglaterra, nas quartas-de-final, após receber passe, em ótima jogada de Ronaldinho, já no final do primeiro tempo. Chegou às semifinais tendo marcado em todas as partidas, o que lhe dava chances de igualar o feito de Jairzinho, que, na Copa de 1970, fizera gols em todos os jogos do Brasil e terminou campeão. Na disputa pela vaga na final, em novo jogo contra a seleção turca, todavia, acabou não marcando.


Voltou a ser fundamental na final, contra a Alemanha, tendo participado ativamente dos dois gols da vitória que deu o pentacampeonato à Seleção Brasileira: no lance do primeiro gol, desferiu um forte chute de meia distância que o goleiro Oliver Kahn não conseguiu segurar, deixando o rebote livre para Ronaldo abrir o placar. Poucos minutos depois, atraiu a defesa alemã ao receber um passe de Kléberson, porém abriu as pernas e deixou a bola passar para Ronaldo, livre de marcação, marcar o segundo. Terminou a Copa de 2002 tendo anotado cinco gols e sendo eleito o segundo melhor jogador do torneio pela FIFA.
No ano de 2002 ele também foi homenageado no anime Captain Tsubasa, ele foi homenageado com o personagem Rivaul que era o melhor jogador do Barcelona (Catalunha no desenho). No anime Rivaul é o melhor jogador do mundo, rápido, forte e habilidoso e o principal nome do FC Catalunha (Barcelona) é o jogador que Tsubasa (o principal do anime) tenta superar.
Em junho de 2002, ainda antes da Copa, o Barcelona liberou Rivaldo de seu contrato um ano antes de seu término, e o brasileiro mostrou-se satisfeito, pois a equipe estava recontratando seu desafeto, o técnico neerlandês Louis van Gaal. Sendo assim, ele assinou um contrato de três anos com o clube italiano Milan. Mesmo tendo participado dos títulos da Copa da Itália e daLiga dos Campeões da UEFA, estava insatisfeito com a reserva. Não parecia contar com a simpatia do técnico Carlo Ancelotti, que não havia ordenado a contratação do brasileiro (e sim o presidente Silvio Berlusconi). Rivaldo, que já disputava posição com o português Rui Costa, perdeu mais espaço ainda com a surpreendente grande fase que Kaká apresentou assim que chegou aos rossoneri, em meados de 2003.
Resolveu voltar ao Brasil, no início de 2004, sendo a grande contratação do Cruzeiro, recém-campeão brasileiro com sobras no primeiro Brasileirão por pontos corridos, no ano anterior. Entretanto, sua passagem pela equipe foi um fiasco: na aguardada estreia, derrota para o fraco Valério Doce. Marcou seu primeiro gol apenas no décimo jogo, contra a equipe do Esporte Clube Mamoré, saindo do clube ainda antes do término do campeonato mineiro.
Assinou então com o clube grego Olympiakos, ganhando o Campeonato e a Copa Grega. Rivaldo marcou gols memoráveis em sua primeira temporada, incluindo uma fantástica apresentação na final da copa com uma bola bem colocada de uma posição muito difícil perto da bandeira do escanteio. Rivaldo também marcou dois gols memoráveis de falta na temporada: o primeiro foi no derby local contra o outro gigante do país - o Panathinaikos - e o segundo contra o clube inglês Liverpool, na Copa da UEFA.


Entretanto, sua fraca passagem pelo Cruzeiro e a pouca visibilidade do futebol grego no Brasil acabaram custando-lhe a vaga na Seleção Brasileira. Sua última partida foi contra o Uruguai, em empate por 3 a 3 em novembro de 2003 já pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Na Grécia, conquistaria outras duas vezes a Liga Grega com o Olympiakos. Contudo, apenas três meses após renovar seu contrato, Rivaldo resolve deixar o clube alegando falta de pagamentos, afirmando que lhe era devido aproximadamente trezentos e noventa mil euros.
Acaba acertando com o rival AEK Atenas, onde joga uma temporada. Para o seu desgosto, o título grego é perdido nos tribunais para o seu ex-clube, que ganhou os pontos de uma derrota para uma equipe que utilizara um jogador que foi pego no antidoping - o suficiente para o Olympiakos ultrapassar em dois pontos o AEK na tabela.
Após quatro temporadas no futebol grego, transferiu-se para o Bunyodkor, do Uzbequistão, por dez milhões de euros, dando grande visibilidade ao time asiático. Em 11 de agosto de 2010, após dois anos no país, conquistando um bicampeonato nacional e uma copa, anunciou a rescisão do contrato com o clube.
Em novembro de 2010, Rivaldo anunciou que iria disputar o Campeonato Paulista de 2011 pelo Mogi Mirim, clube do qual era também presidente. Entretanto, em janeiro de 2011, acertou com o São Paulo para jogar até o final do ano. Na sua estreia pelo São Paulo, fez o primeiro gol da vitória sobre o Linense por 3 a 2.
Apesar da boa estreia e dos pedidos intensos da torcida tricolor, Rivaldo não foi mais utilizado pelo técnico Paulo César Carpegiani. Chateado com a situação, veio a público dizer que estava insatisfeito com a reserva no time são-paulino e, após a saída de Carpegiani, teve uma boa sequencia de jogos, com Mílton Cruz e Adílson Batista. Desde então, fez boas partidas, sendo importante na área de armação do time e conquistando a simpatia de grande parte da torcida. Porém, com a saída de Adilson do comando e a chegada de Emerson Leão, com quem não teria maiores chances.
Em 1 de dezembro, Rivaldo oficializou, por meio de sua conta no Twitter, que seu contrato não seria renovado pelo São Paulo para 2012.


Em 2012, acertou com o Kabuscorp, de Angola por um valor estipulado pela mídia local em torno de cinco milhões de dólares, uma das maiores contratações da história do futebol africano.  No dia 5 de novembro, Rivaldo anunciou o fim do seu contrato com o Kabuscorp, e havia rumores sobre a sua aposentadoria.
Em 16 de janeiro de 2013, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, confirmou a contratação de Rivaldo para 2013. O jogador foi apresentado no dia 22, na sede social do "Azulão".14 Em 9 de fevereiro, na sua estreia com a camisa do time do ABC paulista, diante do Corinthians, no Pacaembu, o pentacampeão também fez seu primeiro gol pela nova agremiação, o responsável por inaugurar o marcador do jogo, que terminaria empatado por 2 a 2.15
No dia 7 de novembro, rescindiu o contrato com o São Caetano, alegando dores no joelho.
Em janeiro de 2014, reestreou no Mogi Mirim jogando pelo Campeonato Paulista e atuou algumas partidas ao lado do seu filho Rivaldo Júnior.
No dia 15 de março de 2014, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro finalmente pendurou as chuteiras. Por meio de seu Instagram, o meia-atacante Rivaldo, campeão da Copa do Mundo de 2002 pela seleção brasileira, anunciou que sua carreira de jogador chegou ao fim. "Com lágrimas nos olhos hoje gostaria de primeiramente agradecer a Deus, minha família e a todos pelo apoio, pelo carinho que recebi durante esses 24 anos como jogador. Hoje venho comunicar a todos os torcedores do mundo que minha história como jogador chegou ao fim", escreveu ele.

Fonte: Wikipédia