quinta-feira, 26 de junho de 2014

PERNAMBUCANO ARRETADO: CHIQUINHA GONZAGA

Francisca Januária dos Santos mais conhecida como Chiquinha Gonzaga nasceu em Exu – PE em 1927, foi uma cantora, compositora popular brasileira e sanfoneira. Ficou conhecida por ser irmã de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
Na década de 1950 mudou para o Rio de Janeiro na esteira do irmão famoso. Quando criança tocava a sanfona do pai às escondidas. Em março de 2011, após sofrer por meses com complicações em decorrência do Mal de Alzheimer, faleceu em Duque de Caxias, Rio de Janeiro.
Iniciou a carreira artística em 1950 fazendo coro com as irmãs para Luiz Gonzaga no grupo que ficou conhecido como Os Gonzaga. Cantou nas Rádios Mayrink Veiga no Rio de Janeiro e na Rádio Record de São Paulo. Ainda em 1950, participou com os irmãos do show de inauguração da TV Tupi.
Em 1952, fez com os irmãos e o pai, então chamados de Os Sete Gonzagas, uma temporada de sucesso na Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Chegou a se apresentar em Nova York. Até a década de 1980, gravou cinco LPs. Em 1982, foi se afastando da vida artística com a morte do marido. Continuou fazendo shows mas parou de gravar. Em 2001, foi convidada por Gilberto Gil para participar do filme "Viva São João" dirigido por Andrucha Waddington, no qual visita a cidade de Exu e canta com Gil. Em 2002, esteve em Recife, acompanhando a exibição do filme, no festival de cinema do Recife, onde o filme ganhou diversos prêmios. 

Nesse ano, gravou no estúdio Geléia Geral, de Gilberto Gil, o CD "Pronde tu vai Luiz", com 12 composições de sua autoria e mais duas do irmão, "O velho novo Exu" e a música título. Ainda no mesmo ano, fez show no Rio de Janeiro, onde cantou duas músicas com Gilberto Gil, além de fazer shows em Recife. Em 2005, com quase 80 anos, arrastou o cordão nas ruas de Recife, deixando o instrumento por uns momentos para se integrar à caminhada que movimentou as ruas com xotes, xaxados e baiões, durante os festejos juninos da cidade, em que foi homenageada pela prefeitura. Nessa ocasião deu entrevista a diversos jornais, inclusive ao Jornal "O Globo", do Rio de Janeiro, em que defendeu o forró que considera autêntico, executado apenas com sanfona, triângulo e zabumba. Nessa ocasião declarou: "O forró é para sempre, não acaba não". Carinhosamente chamada pelos pernambucanos de " princesa Chiquinha", nesse ano foi homenageada pela prefeitura de Recife nas festas de São João. Em 2006 lançou o que seria seu último trabalho, o CD "Chiquinha Gonzaga - 8 & 80".

Fonte: dicionariompb