domingo, 19 de março de 2017

OS EMPRESÁRIOS VISAVAM O LUCRO E NÃO A SAÚDE PÚBLICA, AFIRMA POLÍCIA FEDERAL


Os grandes conglomerados de empresas do setor agropecuário brasileiro - JBS e BRF - adotaram procedimentos de barateamento dos produtos visando apenas no aumento dos lucros, mesmo que para isso a qualidade do produto repassado aos consumidores fosse baixa.

A Polícia Federal, em coletiva na manhã desta sexta-feira, afirmou que a prioridade das empresas envolvidas na Operação Carne Franca era o "capitalismo, o mercado, e não a saúde pública", informou o Delegado responsável pelo caso, Maurício Grillo.

Segundo o Jornal O Globo, entre os empresários presos estão o gerente de Relações Institucionais do Grupo BRF e um funcionário do grupo JBS. O jornal também afirma que a Operação prevê o bloqueio de R$ 1 milhão das contas de 46 investigados.

Após a deflagração da Operação, as ações das empresas tiveram forte queda na bolsa de valores nesta sexta. Segundo a Veja, entre as muitas marcas comercializadas pela empresa JBS, estão a Friboi e a Seara. Já a BRF tem entre seus principais nomes, a Sadia e a Perdigão.

A operação da Polícia Federal batizada de 'Carne Fraca', que acontece nesta sexta (17), apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura e Abastecimento em esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos, ou seja, nada a ver com o mundo dos famosos, até então. Acontece que acaba envolvendo a imagem de um dos atores mais famosos da Globo, Tony Ramos. A estrela global é garoto-propaganda de uma das empresas envolvidas, a JBS, que detém a Friboi, Seara, Swift, entre outras marcas.

Grandes frigoríficos brasileiros “maquiavam" a carne podre, dando-lhe um banho de produtos químicos como ácido ascórbico, para que voltasse a ter aparência de saudável e pudesse ser vendida ao consumidor.

Gravações telefônicas obtidas pela Polícia Federal mostram que vários frigoríficos do país vendiam carne estragada tanto no mercado interno como no externo.

Diretores e donos das empresas estariam envolvidos diretamente nas fraudes, que contavam com a ajuda de servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Paraná, Goiás e Minas Gerais.

Em conversa com o EGO, o ator Tony Ramos comentou o assunto. "Estou surpreso com essa notícia. Eu sou apenas contratado pela empresa de publicidade, não tenho nenhum contato com JBS", afirmou.

Tony se mostra interessado no desenrolar dos fatos e se preocupa com os diretos que a empresa tem de sua imagem. "Eu espero que se apure a verdade, eles tem o direito das minhas imagens. Não sei se faria novamente, se eles forem inocentados dos erros que estão sendo acusados, eu faria. Eu vou checar essa informação imediatamente", garantiu.

Fonte: O POVO Online