segunda-feira, 22 de maio de 2017

22 DE MAIO - DIA DE SANTA RITA DE CÁSSIA


Nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1381. Seu grande desejo era consagrar-se à vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.

Tiveram dois filhos, e ela buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.

Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo a eles. E passou por um grande sofrimento ao ter o marido assassinado e ao descobrir depois que os dois filhos pensavam em vingar a morte do pai. Com um amor heroico por suas almas, ela suplicou a Deus que os levasse antes que cometessem esse grave pecado. Pouco tempo mais tarde, os dois rapazes morreram depois de preparar-se para o encontro com Deus.

Sem o marido e filhos, Santa Rita entregou-se à oração, penitência e obras de caridade e tentou ser admitida no Convento Agostiniano em Cássia, fato que foi recusado no início. No entanto, ela não desistiu e manteve-se em oração, pedindo a intercessão de seus três santos patronos – São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolas de Tolentino – e milagrosamente foi aceita no convento. Isso aconteceu por volta de 1441.

Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor. Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa exemplar. Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito devido à humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava os outros. Por isso teve que viver resguardada.

Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez padecer por 4 anos. Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida, pois é conhecida como a “Santa dos Impossíveis”.
Há muitos sinais sobrenaturais atribuídos a Santa Rita de Cássia pelos fieis: na noite de Sexta-feira Santa, após o sermão do Frei Joaquim da Marca, fascinada pela descrição da Paixão de Cristo, ela teria pedido e recebido um espinho da coroa de Cristo sobre a testa. Após tal evento, a madre superiora recusou o pedido da santa para ir a Roma em peregrinação com as outras freiras. Mas, de acordo com a tradição, no dia da partida o espinho desapareceu e assim Rita pode ir. Santa Rita portou o espinho nos seus últimos quinze anos de vida.

Teriam aparecido abelhas brancas em seu berço no dia do batismo, abelhas negras em seu leito de morte; uma rosa vermelha floresceu no inverno e dois figos na árvore existente no jardim de sua casa. Antes de morrer, ela pediu a sua prima para ir buscá-los em seu quintal em Roccaporena. A prima, descrente, pensava que ela estava delirando, mas ela encontrou, numa época de neve e de frio, uma belíssima rosa vermelha e dois figos maduros na árvore, sinal interpretado como a salvação das almas de seu marido e de seus filhos.

Sua morte ocorreu em 22 de maio de 1457; seu corpo foi colocado em um caixão feito de madeira de álamo, e depois em outro. Os primeiros milagres, depois de examinados, eram devidamente registrados no Código dos Milagres, entre os quais está presente o de Cecco Barbari que era coxo, mas assim que quis arrumar o corpo de Rita dignamente, teve a perna curada; como gesto de devoção, ele mesmo fabricou o caixão em que ela foi sepultada. Posteriormente, foi feito um caixão solene com o verdadeiro rosto da Santa e uma inscrição que resume os últimos anos de sua vida, ainda hoje conservado na cela onde ela morreu, na parte antiga do Mosteiro de Cássia.

A veneração dos fieis por Rita de Cássia começou logo após a sua morte e foi caracterizada pelo grande número e qualidade dos eventos prodigiosos alcançados por sua intercessão, tanto que ela recebeu o título de "santa dos impossíveis". Sua beatificação ocorreu em 1627, 180 anos após sua morte, durante o pontificado de Urbano VIII, que havia sido bispo de Spoleto. Leão XIII canonizou-a em 1900.

Os seus devotos chamam-na de "santa dos impossíveis", porque desde o dia de sua morte ela tem realizado milagres muito prodigiosos, coisas consideradas impossíveis. A devoção católica a Santa Rita Católica ainda é sem dúvida uma das mais populares do mundo, reunindo fiéis de todos os cantos da Terra; tem-se documentado grupos de fiéis também na Austrália.
Uma estátua de Santa Rita de Cássia, localizada no complexo turístico religioso localizado no município de Santa Cruz, RN, é a maior de todo o continente americano e a maior imagem católica do planeta, com 56 metros de altura. A construção foi iniciada em novembro de 2007 e foi inaugurada em 26 de junho de 2010; é administrada pela Paróquia de Santa Cruz. A cidade localiza-se a 115 km da capital do Estado, Natal.

Os restos mortais da santa são conservados na Basílica de Santa Rita em Cascia, Itália, O corpo está revestido do hábito costurado pelas monjas agostinianas do Mosteiro, como desejado pela Beata Madre Teresa Fasce, e está em uma caixa de vidro e prata na capela em estilo neobizantino. Nas paredes estão retratadas magníficas pinturas que representam as principais etapas de sua vida. Tudo está por trás de uma grade de ferro forjado.

Pesquisas médicas recentes confirmaram a presença na área frontal esquerda traços de uma lesão óssea aberta, enquanto o pé direito mostra sinais de uma doença sofrida nos últimos anos de vida, talvez associada à ciática. Ela tem 1,57 m de altura. A face, as mãos e os pés estão mumificados, o resto do corpo, coberto pelo hábito agostiniano, está na forma de esqueleto.

Mas o fato mais maravilhoso que acontece com o corpo de Santa Rita e que, de vez em quando, ele se move de diversas maneiras. Os atos autênticos da sua beatificação e da canonização o atestam, segundo testemunhos repetidos e dignos de fé, desde 1629 até 1899, sem contar os mais recentes, coligidos para a sua canonização, feita por Leão XIII em 1900. [...]

É de notar, entre outros fatos, que a Santa abriu os olhos em 16 de julho de 1628 para apaziguar um tumulto enquanto Cássia e Roma celebravam a festa de sua beatificação. O processo regular deste fato se conserva no arquivo do arcebispado de Spoleto.” (Marchi, Mons. Luís de Santa Rita de Cássia. 17ª ed. Editora Paulus. 1994. pg 110 à 112)

Hoje, o corpo de Santa Rita, repousa em uma urna de cristal na Basílica da Cássia onde é visitado diariamente.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós!